A entrevista de Roberta Luchsinger no último sábado (17) gerou reações tanto da oposição quanto do governo. Neste fim de semana, parlamentares enfatizaram a importância de assegurar proteção à empresária e suas duas filhas, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, negaram as acusações apresentadas.

Roberta mencionou na entrevista seu desejo de buscar um acordo de delação premiada, sem economizar críticas a Lula e Lulinha. No entanto, esse interesse não implica que um acordo tenha sido formalmente assinado ou aceito por autoridades competentes.

A empresária também afirmou que Lulinha participou de diversos encontros com ministros do governo federal, alegando que o presidente teria conhecimento dessas reuniões. Até o momento, tais alegações permanecem não confirmadas.

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Em resposta à repercussão das declarações de Roberta, o deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) informou que solicitou ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, a inclusão da empresária e suas filhas no programa de proteção a testemunhas, argumentando que as afirmações poderiam comprometer a segurança da família.

Além disso, o líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), também revelou ter enviado pedidos de proteção à Polícia Federal, ao Ministério da Justiça e à Procuradoria-Geral da República. Essas solicitações ainda estão sob análise pelos órgãos responsáveis.

O candidato à presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, compartilhou trechos da entrevista e incentivou o debate sobre as declarações nas redes sociais.

Lula nega as alegações

Em nota divulgada por sua equipe de comunicação, Lula afirmou que não tem conhecimento dos fatos mencionados por Roberta e negou ter tido qualquer contato com a empresária, bem como ter recebido demandas ou participado das supostas negociações mencionadas.

O presidente também ressaltou que não existe contrato entre o governo federal e Roberta, considerando peculiar a publicação das acusações próximo ao segundo turno das eleições presidenciais. Para Lula, denúncias não comprovadas podem afetar a decisão dos eleitores.

Lulinha também se posicionou contra as alegações de irregularidade. Sua defesa afirmou que os encontros com políticos, inclusive aqueles que posteriormente tornaram-se ministros, foram baseados em relações pessoais e não envolveram troca ilegal de favores.

A defesa ainda sustentou que as afirmações de Roberta são incompatíveis com o depoimento que ela prestou às autoridades, assegurando que Fábio Luís provará sua inocência durante as investigações.

No momento, Roberta e Lulinha estão sendo investigados pela Polícia Federal por supostas práticas de tráfico de influência. Até agora, não há uma conclusão definitiva sobre as acusações mencionadas na entrevista.

Com informações do Capital Rondônia.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Capital Rondônia